Cultos aos Domingos, quartas e sextas-feiras. Participem!

A IPB 603 Norte tem como objetivo a pregação da Palavra de Deus. Tendo como única regra de fé e prática as Sagradas Escrituras. Você está convidado com sua família para participar dos nossos cultos.

Escola Bíblica. Todos os domingos às 9:00h.

Na Escola Bíblica temos classes para todas as idades. Venha com sua família participar da maior escola do mundo, onde aprendemos a Palavra de Deus.

Confiemos no Senhor, pois ele é nosso Deus.

As vezes nos sentimos fracos e desanimados, mas hoje o Senhor Jesus nos fortalece e nos anima.

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Reunião de oração toda quarta-feira. Venha falar com Deus.

A melhor maneira de se chegar a Deus é falando diretamente com ele. O acesso é livre e não tem fila.

Graça, graças, justiça e misericórdia

O que têm em comum as palavras graça, graças, justiça e misericórdia?
Numa primeira olhada, diríamos que somente as duas primeiras têm algo a ver. As demais se encontram, talvez, na possível ação ou reação de alguém. Tipo, uma pessoa pode conceder graça, agir com justiça, exercer misericórdia etc.
De fato, à exceção da segunda (graças), são respostas possíveis a alguém que detém uma “nota promissória”, seja ela literal ou figurada. É aquela ideia bíblica de dívida.
Penso logo naquela parábola de Jesus que começa assim:
Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinqüenta. Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais? (Lc 7: 41,42).
Lembrou? “Simão, uma coisa tenho a dizer-te. Ele respondeu: Dize-a, Mestre”. Ai, o pobre Simão sente que está em apuros, rsrsrsrs!
Bem, essas palavras estão todas juntas na carta de Paulo aos Romanos. No original, ele usa uma mesma palavra grega para fazer uma espécie de jogo de palavras com as duas primeiras: Charis. Do ponto de vista de Deus, significa “graça“, dádiva; do ponto de vista do homem, significa “graças“, a resposta adequada à graça, advinda da gratidão do coração. Dar graças é agradecer.
Restam as outras duas: justiça e misericórdia. “Justiça de Deus”, para Paulo, tanto pode ser uma característica de seu caráter (Deus é justo) quanto um processo de justificação (Deus justifica o injusto). E aí vem o “escândalo para os judeus”: como pode um juiz justo justificar o ímpio? Se ele é justo, então quem deve, paga; quem não deve, não paga! Quem deve muito, paga muito; quem deve pouco, paga pouco. É justo.
E aí, vem a surpresa: o Credor, por misericórdia, concede graça ao devedor insolvente.
Então, veja como essas palavras se encontram nos evangelhos e na teologia paulina: Graça significa dádiva imerecida; você recebe algo bom que não merecia. Graças (ou ação de graças, ou “dar graças”) é a resposta esperada por quem concedeu graça e adequada a quem foi agraciado; gratidão. Justiça acontece quando você recebe o que, sim, merecia (se é um devedor, terá de pagar; se é um pecador, terá que morrer). Mas a misericórdia faz com que não recebamos o que, sim, merecíamos (a cobrança da dívida). Deus “usa de misericórdia” (Rm 11:32) para com todos aqueles que ele nivelou na condição de pecadores ou devedores, seja a dívida de quinhentos ou cinquenta denários.
Resta uma ponta solta, nesse novelo. Se Deus é justo, como pode deixar a dívida sem pagamento? Como fica essa dívida se, por misericórdia, ele concede graça ao devedor? Bem, é importante dizer que a justiça foi satisfeita e que a conta foi paga. E que custou a vida de um inocente. O justo pagou pelos injustos; o inocente pelos pecadores. E este era o próprio Filho de Deus.
Essa graça não saiu de graça. E a misericórdia apenas transferiu para outro o “escrito de dívida”, que foi cravado na cruz.

Amor de Irmãos

Geralmente nutrimos uma noção de nós mesmos que nem sempre corresponde à realidade. Achamos que está tudo bem, que conhecemos a Bíblia, que vivemos de acordo com ela e até criticamos a superficialidade da teologia dos nossos irmãos pentecostais. Perdura, no entanto, uma realidade muito triste: olhamos para as ruínas do lado de fora dos nossos muros, quando a destruição está rondando o sossego do nosso próprio regato.
Você já reparou como as família não tem se preocupado em aplicar o mandamento de amar o próximo dentro de casa? Nossas crianças sabem falar de cor o mandamento que resume a segunda tábua da lei, mas não sabem demonstrar carinho uma pela outra. Certa vez vi uma cena que me entristeceu muito. Um menino morrendo de sono numa igreja desejava se recostar no ombro de sua irmã mais velha, e ela, sem piedade alguma, o empurrava trazendo-lhe frustração e muito incômodo. Enquanto via aquela cena, eu me perguntava: por que irmãos crentes vivem assim? Quanto custa demonstrar compaixão e amor por quem vive ao nosso lado todos os dias e de quem sentiremos muita falta no futuro?
É muito comum o sentimento de frustração e remorso de quem teve oportunidade de amar e não o fez, quando já é tarde demais para correr atrás do prejuízo. Eu fico me lembrando de quando eu convivia com meus irmãos quando eu era criança. Foram muitas oportunidades de demonstrar carinho, atenção, amizade, que já se foram. Hoje moro a seis horas e meia de distância de uma irmã e de um irmão, dez horas do outro e oito horas da outra. Morro de saudades deles e não posso vê-los na hora em que quero. Jamais pensei em minha infância que eu ficaria distante deles. Provavelmente, ficarei a cerca de 12 horas de avião de distância deles no ano que vem. Queria voltar no tempo para fazer cafuné nas minhas irmãs, para andar de mãos dadas com elas no Shopping, para brincar mais com meus irmãos, conversar mais sobre carros, máquinas e games, e brigar menos com todos eles, mas o tempo não volta jamais.
Por que você, que hoje tem seus irmãos perto de você deveria tratá-lo apenas com rivalidade? Trate com amor! O mandamento de amar o próximo começa dentro de casa. Se você não ama a seu irmão, a quem vê, como amará a Deus, a quem não vê? Além disso, a Palavra de Deus nos exorta a amar o próximo não apenas de lábios ou de língua, mas de fato e de verdade. Não é só dizer “eu te amo” de vez em quando; é necessário ir além, fazer favores, buscar água quando ele pedir, pegar a toalha de banho quando ele entra no chuveiro e esquece, sem reclamar. A coisa mais rara hoje em dia é ver um irmão deitado no colo do outro recebendo carinho e afeto. Sim, alguma coisa está profunda e gravemente errada!
Se você leu essas palavras, e se elas pesaram em seu coração, não defenda sua consciência; não formule racionalizações para justificar sua omissão e falta de amor. Admita que você tem sido relapso quanto ao mandamento de amar o próximo dentro de casa. Quer alguém mais próximo do que o irmão ou irmã que mora na mesma casa? Se tem alguém que precisa o tempo todo de nosso amor, é o irmão com quem moramos. Peça perdão a Deus por sua atitude e se esforce a amar de fato e de verdade aquele que passa pelas mesmas lutas e alegrias que você no contexto familiar. Quando vêm as alegrias, vocês estão juntos; quando vêm as tristezas, vocês estão juntos também.
Ame agora, enquanto é tempo. Um dia o conto de fadas vai acabar e a realidade vai colocar milhares de quilômetros de separação. Aí só restará a saudade e a comunicação remota, quiçá a frustração de não ter amado como deveria antes. Infelizmente, será tarde demais.
Pr. Charles

Solus Christus, não solus papa!

Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo!
Com essas palavras o papa Francisco, Bispo de Roma, impactou o povo brasileiro com seu primeiro discurso no Brasil, por ocasião da XXVIII Jornada Mundial da Juventude (JMJ2013). Até mesmo os evangélicos contagiados com tanta empolgação fomentada pela imprensa, espalharam sua célebre frase nas redes sociais, “twitando” ou postando no Facebook. De fato, se tomássemos apenas esta única afirmação do papa poderíamos acreditar que para ele, somente Cristo (i.e, Solus Christus) é o único, suficiente, soberano e primaz cabeça da Igreja, certo?
O problema é que o papado não é somente não cristão, mas também abertamente anti- cristão. Historicamente, os papas ensinam aos seus fiéis que eles podem com suas obras chegar ao Céu porque o papa, o vigário de Cristo na terra, entende a Escritura para ensinar a verdade acerca da fé e prática. Para ele Cristo simplesmente não é suficiente. Os homens devem fazer sua parte também. Veja por exemplo, o dogma romano encontrado nas seções 10 a12 sobre a doutrina da justificação do Concílio de Trento:
Cân. 10. Se alguém disser que os homens são justificados sem a justiça de Cristo, pela qual ele mereceu por nós; ou que é por ela mesma que eles são formalmente justos — seja excomungado.
Cân. 11. Se alguém disser que os homens são justificados ou só pela imputação da justiça de Cristo, ou só pela remissão dos pecados, excluídas a graça e a caridade que o Espírito Santo infunde em seus corações e neles inerem; ou também que a graça pela qual somos justificados é somente um favor de Deus — seja excomungado.
Cân. 12. Se alguém disser que a fé que justifica não é outra coisa, senão uma confiança na divina misericórdia, que perdoa os pecados por causa de Cristo ou que é só por esta confiança que somos justificados — seja excomungado.
Seria Cristo ou o papa Francisco o verdadeiro Cabeça da Igreja?
Ao aceitar o pontificado, o papa Francisco reivindicou ser o Cabeça da Igreja. Sua teologia romana é consistente com a doutrina romana. Os Concílios da Igreja de Roma ensinam que:
- A “jurisdição sobre a igreja universal de Deus” pertence ao papa (Vaticano I, Capitulo 1);
- Que essa autoridade deve “permanecer ininterruptamente na Igreja” e que ele, o papa, “possui o primado sobre todo o mundo… e [é] o verdadeiro vigário de Cristo na Terra” (Vaticano I, caps 2 e 3);
- Que o Papa é a “fonte e fundamento visíveis para a unidade na fé e comunhão” Também se diz que “em virtude de seu oficio, isto é, como Vigário de Cristo e pastor de toda a igreja, o Pontífice Romano tem poder completo e supremo e universal sobre a Igreja” (Vaticano II).
Mas não para por aí
Você lembra do problema das indulgências que levou Martinho Lutero a publicar suas famosas 95 Teses contra os abusos papais? Pois bem, leia um trecho abaixo do Decreto onde o papa Francisco concede o “dom das indulgências” aos participantes da JMJ2013:
O Santo Padre Francisco, desejando que os jovens, em união com as finalidades espirituais do Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, possam obter os esperados frutos de santificação através da «XXVIII Jornada Mundial da Juventude», … manifestando o coração materno da Igreja, do Tesouro das satisfações de nosso Senhor Jesus Cristo, da Bem-Aventurada Virgem Maria e de todos os Santos, concordou que os jovens e todos os fiéis adequadamente preparados pudessem usufruir do dom das Indulgências”.
a. — concede-se a Indulgência plenária, que pode ser obtida uma vez por dia nas habituais condições (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo a intenção do Sumo Pontífice) e também aplicadas como sufrágio pelas almas dos fiéis defuntos, para os fiéis verdadeiramente arrependidos e contritos, que com devoção participarem nos ritos sagrados e nos exercícios piedosos que se realizarão no Rio de Janeiro”.
Segundo a teologia romana, as indulgências são: "… a remissão diante de Deus da pena temporal merecida pelos pecados, já perdoados quanto à culpa, que o fiel, em determinadas condições, adquire para si mesmo ou para os defuntos, mediante o ministério da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui o tesouro dos méritos de Cristo e dos Santos" (Catecismo da ICAR, n. 312).
Como vimos, Roma não mudou. Seus anátemas contra todo aquele que crê em Cristo como seu único e suficiente Salvador permanecem. A salvação somente pela graça mediante a fé (Ef 2.8,9) é trocada pelo esforço humano, por obras meritórias. O Senhorio do Rei dos reis continua sendo usurpado pelo papado. Logo, a Palavra de Cristo, infalível e verdadeira permanence substituída por dogmas, tradição e superstição humanas.
Conclusão
Quanto a nós, protestantes, cristãos herdeiros da Reforma, resta-nos lembrar o fundamento da nossa fé e doutrina, vida e piedade, alicerçado no fundamento dos apóstolos e profetas, tendo Jesus como sua pedra fundamental. Concluo com esta última citação de algumas das Teses de Lutero:
32 - Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.
33 - Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus (33a tese).
34 - Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.
35 - Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
36 - Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
37 - Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
Solus Christus,

Caminho difícil - 2 Coríntios 12:1-10

Os diamantes são pedras preciosas belas e valiosas, mas o seu início é carvão comum — preto, sujo e combustível. Através de anos de intenso calor e pressão alta, eles se tornam puros e fortes. Isto os torna uma boa metáfora para a força espiritual, Deus usa forças externas intensas para nos livrar das impurezas e para aperfeiçoar a Sua força em nós.
A força de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza, diz o apóstolo Paulo (2 Coríntios 12:9). Gostaria que isto não fosse verdade, porque odeio ser fraca. Os tratamentos de quimioterapia e radiação me ensinaram mais do que eu sempre quis saber sobre a fraqueza física. Em seguida, um acontecimento menor me fez mergulhar num estado de fraqueza emocional que me pegou desprevenida. Depois de perder quase 90 cm de cabelo e ficar sem eles por quase um ano, um corte
de cabelo malfeito não devia ter sido grande coisa. Mas foi, e eu me senti boba por ser tão fraca. Alguns de nós somos capazes de criar uma ilusão de força e autossuficiência. Mas a perda repentina de saúde, emprego ou um relacionamento valioso é um lembrete surpreendente de nossa total dependência de Deus.
Quando experimentamos a fornalha ardente do sofrimento, seja este físico ou emocional, perseguição externa ou humilhação interior — o propósito amoroso de Deus é nos tornar puros e fortes.

O sofrimento é o fogo que Deus usa para nos purificar e fortalecer.